10 de novembro de 2009
9 de novembro de 2009
Uniban traduzida

Como uma universidade conservadora contemporânea, a Uniban se exprime numa linguagem própria, que nem todos podem compreender com facilidade. O Boteco Sujo resolveu dar uma força e vai traduzir os trechos mais obscuros do anúncio em que a universidade comunica a expulsão da aluna Geisy Arruda, condenada pelo crime de ser xingada de "puta, puta" por uma multidão enfurecida. Aí vai, do unibanquês para o português coloquial:
"A educação se faz com atitude e não complacência"No dicionário da Uniban, atitude é o que a universidade adota quando expulsa uma estudante agredida e complacência é quando livra a cara de centenas de alunos que a agrediram.
"A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos. Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local."A Uniban entende que um corpo feminino é a fonte de todo mal e, portanto, deve ser restringido ao máximo. Seu raio de movimentação deve ser restrito (nunca fazer percursos maiores do que o habitual!) para não aumentar sua exposição e fotos de tais indedências devem ser terminantemente proibidas.
"Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado."Complementar a vestimenta = adequar a indumentária da aluna aos padrões contemporâneos. Contemporâneos aos do Afeganistão nas regiões pró-Taleban, é claro.
"Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar."Cuidado para um erro comum. Em unibanquês, defesa do ambiente escolar não signfica, por exemplo, lutar contra a direção de uma universidade que mantém cursos não reconhecidos pelo MEC, Defesa do ambiente escolar significa filmar as coxas de uma loira com o celular, ameaçá-la de estupro e gritar "PUTA, PUTA" a plenos pulmões, dentro o ambiente esperado de uma universidade como a Uniban.
"Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade."Estranhamento diante do comportamento da mídia = não entender por que é que não puxaram nosso saco e divulgaram só o que a nossa tão bem treinada assessoria de imprensa tinha a dizer?
ética = dinheiro
juventude = dinheiro
universidade = dinheiro
"Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada."E vejam algumas das palestras deste ciclo de seminários:
Mahmoud Ahmadinejad e Avigdor Lieberman - Respeito à diversidade
Hugo Chávez e Roberto Micheletti - Liberdade de expressão
José Sarney e Yeda Crusius - Ética na política
Eduardo Azeredo e Daniela Cicarelli - Liberdade de expressão na era digital
Falando nisso, aliás, é bom dar uma olhada em alguns comentários que os gringos fizeram sobre o caso Geisy no site Huffington Post. Cito alguns:
Wow, had to check that this wasn't in a midwest school or in Colorado or something. Guess hypocrisy has no national borders.
What a bunch of women-hating HYPOCRITES.
Brazil.....isn't that where they run around naked at the beach? Didn't know they were such prudes.
Seems like the Republicans migrated south.
On a scale of stupid ragning from 1 to 10, with ten being the stupidest, these Brazilians certainly rate a 10.
Logo os americanos, tido como tão conservadores, parecem ter mais juízo do que a gente.
E, para quem ficou indignado com o caso Geisy, o programa de hoje é o seguinte: Protesto em frente à Uniban, na Avendida Dr Rudge Ramos,1701, em Sao Bernardo Do Campo (SP), a partir das 18h. Vá e, se for mulher, não esqueça de vestir sua minissaia. Rosa choque, de preferência.
Veja mais detalhes aqui e assine o abaixo-assinado.
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Fausto Salvadori
às
03:08
169
Meteram a boca
3 de novembro de 2009
"Quem é maior?"
A história da loura da Uniban trouxe para este boteco alguns comentários tão toscos e preconceituosos (ao lado de outros bem bacanas, é verdade) que quase resolvi ceder ao José Sarney que existe dentro de mim e censurar vários. Mas resolvi deixá-los, porque são uma aula de sociologia (removi só dois ou três que não passavam de um coro de "puta, puta" em forma de comentário de post).
O pior, claro, veio por e-mail. Um anônimo que diz ter algum tipo de ligação com a Uniban (a qualidade do texto faz pensar num aluno, mas com essas universidades não dá para descartar que seja um professor) faz algumas ameaças bem ao estilo de quem gosta de atacar louras de vestido curto.
Segue.
Primeiro e-mail do Anônimo
de: opaopa Sou correto (sacmeu@hotmail.com)
29 de outubro de 2009 12:34
Assunto: UNIBAN
Amigo, entrei no seu site e vi o "caso Uniban".
Toma cuidado para não levar processo da Uniban. Vc estava no local para saber o que ocorreu? Tentativa de estupro? ela foi cercada? hahahahahahahahaa
Estou encaminhando essa sua noticia para o juridico da Uniban. Vou fazer um resumo bem rápido para vc entender, pq se escrever muito vai confundir a sua cabeça:
Ninguém quis estuprar ela não, ficaram ofendendo ela devido aos trajes da garota
E devido ao fato de ela ter feito de propósito pra provocar um professor, o pessoal começou a "pesar na dela" e meninas chamaram a policia por ela estar semi-nua... Tanto que ela estava desfilando nas rampas de acesso as salas de aula!
Sem mais para o momento!
Primeira resposta do boteco:
para: opaopa Sou correto (sacmeu@hotmail.com)
2 de novembro de 2009 02:50
Assunto: Re: Assunto UNIBAN
Obrigado por fazer um resumo para eu entender. Não sou o cara mais esperto do bairro e algumas coisas não consigo entender, mesmo. O que leva um monte de filhinhos de papai a ofender uma garota e chamar a polícia por ela estar seminua são algumas delas. Jurídico da Uniban? Estou morrendo de medo. Num país um pouco mais decente, alguém como você estaria escondido num canto, apavorado com a idéia de ser preso ou expulso por conta do abuso cometido em bando contra uma menina, e não ameaçando por e-mail quem denunciou o que vocês aprontaram.
Espere. Eu disse que você "estaria escondido"? Retiro o que disse. Esse é um e-mail anônimo. Você está escondido, sim, distribuindo e-mails anônimos. É fácil ser corajoso assim. Tão fácil quanto atacar uma menina ao lado de outras 700 pessoas.
Réplica do Anônimo:
de: opaopa Sou correto (sacmeu@hotmail.com)
3 de novembro de 2009 08:31
Assunto: RE: Assunto UNIBAN
Estou apenas exigindo a VERDADE no que você postou. Você postou que houve tentativa de estupro, ou seja, sua fonte está furada. Por isso, ate o site virgula postou o mesmo e usou você como fonte. Vc não seria responsável por tal mentira? Fique tranquilo, a Uniban está sabendo de tudo... Aguarde novidades! Nesse caso, muita gente vai rodar, pode esperar. "apavorado com a idéia de ser preso ou expulso por conta do abuso cometido". Cuidado para vc não ficar apavorado por publicar mentiras!
Quem é maior: vc ou a Uniban??
hahahahahahahahahahahahaha
Minha última resposta:
para: opaopa Sou correto (sacmeu@hotmail.com)
3 de novembro de 2009 09:52
Assunto: Re: Assunto UNIBAN
Caro Anônimo,
a afirmação de que seus amiguinhos "ameaçaram estuprar a moça", como aparece no meu texto, foi confirmada por outras testemunhas, não só para mim como também para outros jornalistas. Veja a matéria da Folha de S. Paulo, por exemplo. Ah, a ameaça não era séria, era só "gozação", como alguns estão dizendo? A piadinha obrigou a menina a se trancar na sala e sair de lá com escolta da polícia. Deve ter gente que não sabe brincar.
"Quem é maior?"
Essa obsessão fálica com o tamanho explica muita coisa.
PS - Não vou responder outras mensagens suas, a menos que use um e-mail real e se identifique de cara limpa, como eu faço no meu blog.
Rabiscado por
Fausto Salvadori
às
09:54
68
Meteram a boca
Outros rabiscos sobre jornalismo
28 de outubro de 2009
Polanskis do ABC
Aconteceu no século 19, em plena era vitoriana, na gloriosa e austera Grã-Bretanha.
Uma estudante de Turismo cometeu o crime de ir para faculdade usando apenas uma blusinha que mal chegava até suas coxas um vestido curto (alterei esse trecho após ver as imagens da garota e constatar que ela não vestia nada que já não pudesse ser usado nos anos 30, como lembrou o André Gonçalves nos comentários). Quando a garota começou a subir uma das rampas da universidade, oferecendo uma vista privilegiada das suas redundâncias, provocou um levante entre marmanjos que provavelmente nunca haviam visto uma mulher sem roupa desde que foram desmamados. Os estudantes começaram a cercar a moça, com gritos e galanteios de pedreiro, e foram se empolgando até que ameaçaram estuprá-la. Ela, então, correu e se trancou numa sala.
Foi aí que todos os alunos abandonaram as aulas e se aglomeraram numa multidão que ameaçava invadir a sala onde a garota havia se escondido, aos gritos de "puta, puta!". Homens e mulheres se juntaram para xingá-la. Foi preciso que um grupo de policiais militares entrasse no prédio para evitar que a menina se tornasse a protagonista de um gang bang forçado.
Agora, uma retificação. Nada disso aconteceu nos tempos moralistas e patriarcais da boa rainha Vitória. Essa história aconteceu, de verdade, na noite da última quinta-feira, dia 22, no câmpus da Uniban em São Bernardo do Campo.
— Os moleques gritavam "puta!" e falavam que iam comer ela — me contou um aluno da Uniban que viu a cena. — Ela saiu da sala com os PMs, vestindo avental de professor. Todo mundo foi para cima e a polícia jogou spray de pimenta para dispersar.
Alguns vídeos com a cena começaram a pipocar no YouTube. Nesse aí de cima, dá para ver a multidão reunida para xingar a garota. Não faltam mulheres enchendo a boca para criticar "a puta da faculdade". Esse outro mostra melhor a menina saindo da sala, escoltada pela polícia, num jaleco branco de professor, enquanto é xingada como se fosse a Geni. (A propósito, o Boteco falou com o 2º DP de São Bernardo e com o Centro de Operações da Polícia Militar do ABC, que disseram não ter registrado qualquer "ocorrência" semelhante a essa.)
Fica claro que bastou aparecer uma menina com pouca roupa para parar todas as aulas da universidade, transformar um grupo de estudantes em potenciais estupradores e gerar um tumulto em ambiente universitário como não se via desde a greve da USP.
Uma fala do aluno com quem conversei resume o clima daquele ambiente universitário:
— Eles estavam errados em querer estuprar a mina, mas ela provocou, né, véio? Então...
Então?
— Então talvez ela merecesse.
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Fausto Salvadori
às
13:41
427
Meteram a boca
Outros rabiscos sobre crime, Reportagens, sexo
25 de outubro de 2009
Crimes de maio, crimes de sempre

As câmaras de refrigeração estavam lotadas e os corredores iam se enchendo de macas que chegavam trazendo cadáveres desfigurados por sinais de tiros, a maioria no tórax ou na cabeça. “Eu nunca tinha visto uma coisa assim. Seres humanos transformados em um bando de bugigangas, um ferro-velho, desidratado de qualquer componente de humanidade”, recorda o defensor público Pedro Giberti, que até hoje se lembra do cheiro de gente morta que abarrotava as dependências do Instituto Médico Legal (IML) central em maio de 2006 (vide Revista Adusp 38).
Parecia um cenário de guerra, mas poucas guerras matam daquele jeito. Foram 493 mortes por arma de fogo no Estado de São Paulo entre 12 e 20 de maio, uma média de aproximadamente 54 pessoas assassinadas a tiro por dia. Naquele mesmo maio, a guerra do Iraque deixou 2.103 mortos, cerca de 39 por dia. Mesmo a Ditadura Militar brasileira, que criou as polícias militares nos anos 1970, precisou de 20 anos para produzir um número semelhante de mortos.
A onda de violência começou com uma série de ataques lançados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) após o governo estadual transferir mais de 700 presos para as penitenciárias de Presidente Venceslau e Presidente Bernardes, numa tentativa de isolar os líderes da facção criminosa. A mesma facção que a polícia paulista quatro anos antes havia descrito como “falida e desmantelada” lançou, no dia 12 daquele mês, uma ação coordenada que incluía rebeliões em unidades prisionais e ataques a agentes do Estado, ônibus, delegacias e outros prédios públicos. A violência do crime organizado deixou 59 mortos, entre policiais civis e militares (inclusive bombeiros), agentes penitenciários e guardas civis municipais, em ações ocorridas principalmente nos dias 12 e 13.
“A má vida tem de ser tratada como má vida”, declarou o governador Cláudio Lembo no segundo dia dos ataques . “A honra da PM e da Polícia Civil foi atingida. E cada oficial, cada soldado, cada agente, todos se sentiram igualmente feridos em seus brios. Urgia resgatar a autoridade da instituição”, anotou o ex-deputado federal João Mellão Neto num artigo-homenagem às corporações . “Nossa sociedade tem a cultura de aceitar que a polícia mate em algumas ocasiões, e naquela semana havia a sensação de que seria legítimo para a polícia reagir de maneira violenta, já que havia sido atacada”, recorda a advogada Marcela Cristina Fogaça Vieira, da ONG Conectas. Foi nesse ambiente que teve início a segunda etapa dos crimes de maio, que multiplicaria por nove o número de mortos no período.
Executada principalmente entre os dias 14 e 17, a nova fase da matança atingiu a população civil. Havia dois grupos responsáveis por estas novas mortes: policiais identificados como tal, que afirmavam terem matado os suspeitos em situações descritas como “resistência seguidas de morte”, e grupos de extermínio formados por homens encapuzados.
Sobreviventes e observadores independentes acreditam que os matadores sem rosto eram também policiais, unidos aos colegas fardados numa operação conjunta de intimidação e vingança. “A conclusão principal que se pode derivar é que as mortes de civis não aconteceram fundamentalmente durante os ataques a policiais, como consequência da defesa destes últimos, mas em intervenções posteriores, que poderíamos qualificar como represálias”, afirma o pesquisador Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no mais recente estudo dos laudos e boletins de ocorrência referentes aos crimes de maio, feito a pedido da ONG Conectas . A semelhança entre a ação dos matadores mascarados e a atuação dos policiais leva o autor a concluir que “agentes públicos possam ter participado em grupos de extermínio para vingar a morte dos companheiros”.
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Fausto Salvadori
às
13:24
3
Meteram a boca
Outros rabiscos sobre Autojabá, jornalismo
20 de outubro de 2009
Bons da pena
Confira abaixo os vencedores do 31o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, acompanhados pelos links das reportagens originais que consegui encontrar (muito veículo ainda não entrou de maneira decente na internet).
Tem muita reportagem boa nessa lista. Algo que chama a atenção, além da tradicional predominância de publicações "alternativas", como a Caros Amigos, é a forte presença de veículos públicos/estatais: Agência Brasil, TV Brasil e até Rádio Senado.
Categoria Livro Reportagem
Vencedora
* "Olho por Olho- Os Livros Secretos da Ditadura" (Editora Record), de de Lucas Figueiredo
Menção honrosa
* "O Olho da Rua", de Eliane Brum (Editora Globo)
* "Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios- Uma Reportagem dos Tempos da Ditadura", de Luiz Cláudio Cunha (L&PM Editores)
Rádio
Vencedora
* “Preconceito: A intolerância no Futebol” - de Leandro Mota Lima dos Santos (Rádio CBN)
Menção honrosa
* “Escravos da esperança: a saga dos bolivianos em São Paulo”, produzida por George Rodrigues Cardim e Celso Cavalcanti de Melo Junior, veiculada pela Rádio Senado
* “Crack: vidas interrompidas” de Paulo Henrique Souza e Priscila de Souza, veiculada pela Rádio CBN.
TV Reportagem
Vencedora
* "Moradores de Rua", de Sandra Aparecida Granzotti e equipe (Erlin Schmidt, Ivone Moreira da Silva, Claudionor José Pecorari) - TV Globo – EPTV – Campinas
Menção Honrosa
"Anistia 30 anos", de Rosana Janco Mamani e equipe (Rodrigo de Luiz Brito Vianna, Marcia Silveira da Cunha, Glauco Dória Fonseca, Sandro Henrique Ferreira, Eduardo Silva) - TV Record – Jornal da Record
* "Crack – nem pensar", de Giovanna Perine Jacques - RBS Florianópolis
Fotografia
Vencedora
* Alexsander Ferraz (Advogada é morta por ladrão na Ponta da Praia) – A Tribuna de Santos
Menção Honrosa
* Alexandre Severo (A Flor da Pele) - Jornal do Commercio, Recife
* Francisco Chaga Porto (O destino do trágico das crianças) – Jornal do Commercio, Recife
Analfabetismo Cultural
Vencedora
* Analfabetismo: a exclusão pelas letras, de Amanda Machado Cieglinski - Agência Brasil – Empresa Brasil de Comunicação
Menção Honrosa
* "Educação – série", de Fábio Ferreira Menezes - TV Brasil
* "Radiografia da Educação Mineira", de Daniela Arbex - “O Tempo”, Belo Horizonte
Revista
Vencedora
* "Porque a Justiça não pune os ricos”, de Tatiana Merlino - Caros Amigos
Menção honrosa
* "Tolerância se aprende na escola, de Ana Lima S. Aranha - Época
* "Castelo dos Sonhos", de Marques Edilberth Casara e Tatiana Cardeal - Na Mão Certa
Internet
Vencedora
* "Uma missa para um torturador", de Lucia de Fátima Rodrigues Gonçalves - Caros Amigos
Menção honrosa
* "Deputado Luiz Couto", de Edson Sardinha de Souza - Congresso em Foco
* Analfabetismo: a exclusão pelas letras, de Amanda Machado Cieglinski - Agência Brasil – Empresa Brasil de Comunicação
Rabiscado por
Fausto Salvadori
às
14:02
0
Meteram a boca
Outros rabiscos sobre jornalismo


