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    22 de novembro de 2009

    O direito das putas


    Vídeo de Maxx Figueiredo

    O Boteco pela primeira vez abre espaço para uma colaboração feminina. É da Talitha Lessa, uma professora de geografia que resolveu se vestir de puta para se juntar ao protesto contra a expulsão da Geisy ocorrido duas semanas atrás diante da Uniban, mas voltou decepcionada com a atitude das feministas. Ela deixou um comentário tão instigante num post do Boteco sobre a manifestação que pedi a ela para escrever sobre o assunto como botequeira convidada. Com vocês, Talitha.

    Fui à manifestação vestida de puta, pra defender o direito das putas à dignidade e ao respeito. Então, daqui segue um relato reflexivo sobre o caráter da manifestação, e sobre porque ele não correspondeu às minhas expectativas. Sobre o que eu projetei que seria expresso, e tentei expressar politicamente, e sobre o que foi expresso pelos manifestantes de maneira geral.

    Inicio, então, expondo o que me motivou a, prontamente, decidir participar quando soube do ato, e a ir caracterizada como meretriz (talvez assim fique mais bonito). Pensei alguma coisa muito simples, pra mim até óbvia. Seria mais ou menos nesta linha: o papel da militância é pedagógico: trata-se de instaurar uma crise na consciência de quem ainda não pensou em algo como um problema. Por partes, então, a seguir.

    O problema, no caso, é o do respeito à mulher como sujeito de sua sexualidade. Quem ainda não pensou no problema, e segue reproduzindo uma mentalidade que muitos, por excesso de otimismo, julgavam ultrapassada, é o conjunto dos estudantes da Uniban (homens e mulheres, indistintamente, já o sabíamos). E também, parte da “opinião pública”, já que houve quem levantasse a possibilidade de justificar a violência coletiva contra a moça a partir de tal ou qual conduta por ela assumida.

    Assim, havia pelo menos dois grupos de pessoas a ser sensibilizadas para a questão do direito ao respeito e à dignidade, e do direito ao exercício da própria sexualidade pela mulher: o grupo de alunos da Uniban, por um lado, e a parte mais reacionária da opinião pública, por outro. A partir do momento em que se escolhe fazer a manifestação no quintal da Uniban, é de se pensar que o movimento tenha assumido a necessidade de chacoalhar a consciência dos estudantes de lá.

    Porque se, enquanto movimento, eu quero atacar os estudantes da Uniban e dizer que o problema social é a existência deles, daqueles homens e mulheres especificamente, como se fossem os últimos reacionários do planeta, junto com a direção de sua faculdade, então não tenho nada o que fazer lá. Até porque, é lógico que os referidos estudantes vão estar em maior número. E é lógico também que sua reação imediata vai ser a defesa da faculdade, porque seu interesse em se formar vem primeiro. Então, se minha intenção é atacá-los e se eu considero que o inimigo são eles, não vou à sua presença. Marco a manifestação em outro lugar, num lugar simbólico, longe deles, e falo que eles têm que ser punidos. Isso até poderia ter algum efeito sobre a parte reacionária da opinião pública, ou seja, sobre o outro grupo de pessoas a ser conscientizada do problema. Mas penso que não seria o ideal, já que a idéia subjacente de que os últimos machistas do mundo estejam na Uniban, e de que o verdadeiro inimigo seja aquela instituição e seus estudantes, me parece equivocada e pouco esclarecedora.

    Nosso protesto não seria, então, contra especificamente a instituição, nem contra aqueles homens, nem contra aquelas mulheres. Mas contra uma mentalidade que vai muito além daquilo tudo e que, naquele momento histórico, estava expressa no ato violento dos rapazes e das moças e na conivência da instituição, além da tentativa de inversão entre réu e vítima, e de obtenção do respaldo da opinião pública.

    (Alguma manifestante poderia objetar: “não, naquele momento se tratava prioritariamente de conseguir que a Uniban revertesse sua decisão.” Esta objeção seria, entretanto, ingênua: a repercussão internacional, a intervenção do governo federal, e mesmo a justiça burguesa garantiriam o direito da moça a continuar estudando. Com um pouco de bom senso, estava fácil avaliar que, ou a Uniban errou feio e teria de voltar atrás, ou que fez de propósito, talvez pra desviar a atenção do fato de que não poderia punir todo o conjunto de sua clientela sem correr o risco de abrir falência. Então, pune Geyse, depois, “cedendo às pressões”, não pune mais, e nisso morre a questão de punir os agressores – já que tal punição seria inviável. Alguém parou pra pensar se o desenvolvimento da história seria o mesmo se os agressores fossem dois, ou até se fossem dez? Mas setecentos... )

    Bom, se a Geyse teria cedo ou tarde seu direito à educação garantido, e se o machismo vai muito além deste ato de violência, como demonstra o fato de que mesmo a opinião pública ficou dividida, então o que seria o papel do movimento? Como disse, dar um chacoalhão na consciência dos caras, e mostrar à opinião pública um outro jeito de ver as coisas.

    Isto não podia ser feito dizendo, para eles, que eles são uns escrotos. Mas podia ser feito com um pouco de leveza e bom humor. E eu pensei que a manifestação fosse ter este caráter, e fui pra lá de boa. Cheguei me maquiando no ônibus com as minhas amigas, levantando a saia, tirando a roupa. As pessoas faziam umas caras meio espantadas, a gente rebolava mais, se abanava com o leque. E logo, conversando, concluíam:

    “Está tendo um protesto aqui, hoje.”

    “Ah.”

    Confesso, no entanto, que fiquei muito mais desapontada com as feministas do que com os estudantes. Elas estavam muito mais dispostas à briga do que ao diálogo. A partir do tom belicoso que o discurso da manifestação assumiu, os estudantes imediatamente se sentiram ameaçados, e compraram de vez a estratégia de culpabilizar a conduta moral da Geyse, salvaguardando a si mesmos, no caso dos agressores, e à faculdade, no caso dos demais — que querem se formar. Ou seja, ao invés de nos apresentarmos como alguém que veio mexer numa verdade estabelecida, com jogo de cintura, fomos até lá como donas da verdade, desqualificando de antemão os possíveis interlocutores, os colocando na posição de inimigo. Aí, o clima ficou horrível, os ânimos acirrados, e as feministas, chocadas com a postura geral dos alunos da Uniban.

    E eu me pergunto, ora, que tipo de militância é esta que espera que o “inimigo” declarado venha e te peça desculpas?

    O que eu achei mais chato ainda é que além disso, quando as feministas viram que a gente vinha brincando de puta, pra testar a reação, ao invés de, como a maior parte dos estudantes, ficarem intrigadas, não, ficaram foi indignadas: “Mas a Geyse não é puta!”

    E por acaso faz diferença, então?

    Que p. de feminismo é esse? O que exatamente elas foram lá defender? O que foram atacar? Estudantes que bem ou mal querem se formar, eles mesmos, ou uma mentalidade, que está muito além daqueles homens, daquelas mulheres, da Uniban?

    Pior, rolava era um papo moralista que só, toda uma teorização sobre as causas da prostituição, e sobre a conivência do machismo para com ela, e levantou-se mesmo um debate sobre a “falta de seriedade” no tratamento que estávamos dando à questão. Algumas feministas da marcha perguntavam: “Mas de onde veio a idéia de divulgar que as mulheres viessem de minissaia, não é nada disso!”

    Claro, eu mesma não gosto de prostituição. Mas acho que o contraponto no imaginário coletivo da puta é a santa, a freira. E as feministas me pareciam estar obstinadas em permanecer no segundo pólo, muito mais que em diluir os dois numa noção mais humana e realista do feminino. Em suma, pareceu-me que mesmo elas não perceberam a necessidade de desconstruir o argumento de que “Geyse não se dá ao respeito”. Sua postura geral parecia simplesmente continuar na mesma linha de argumentação: “sim, mas se ela age assim é porque há toda uma sociedade que transforma os corpos femininos em objeto, e isso a redime de seus pecados.” Ou, ainda: “se ela é pecadora, mais ainda são os homens que a querem como objeto, a sociedade que a colocou neste papel etc, etc, etc.”

    Ou, pra resumir de vez: “Aquele que não tiver pecados, que atire a primeira pedra!”

    Então, volto a perguntar: faz diferença se ela é ou não puta?

    Uma ironia histórica, a propósito. A única pessoa que colocou em palavras o que eu achava que todas deveríamos estar expressando foi a Sabrina Sato, que foi lá, como tantas outras pessoas, a trabalho. Ela disse: “Mulher se veste do jeito que quiser.” Mas, sendo uma só, e tendo como ofício, de fato, distrair os homens através da exposição de seu corpo, não estava exatamente exercendo sua liberdade sexual. Estava trabalhando, estava a serviço. Por isso não foi agredida.

    A primeira coisa que me ocorreu sobre a Geyse quando numa mesa de bar se levantou a questão sobre ela ser ou não puta foi exatamente isto: “Se fosse puta mesmo, não incomodaria ninguém. O castigo que ela recebia era por querer chamar a atenção só por gosto próprio, não a serviço.”

    Mas isso não muda o fato de que puta também merece respeito. De que todos e todas merecem.

    *********

    Me desapontou mais que tudo, pra além do moralismo das feministas, foi a falta de gente ali envolvida e apaixonada, com vontade de fazer com que a coisa fosse interessante. Então, não pude deixar de associar esta falta de paixão a um fato que observei: quase toda a militância que esteve lá era profissionalizada, gente que dedica a vida ao chamado “terceiro setor”. A imensa repercussão que a coisa teve na internet não obteve eco nenhum no ato em si mesmo.

    E isso me chamou um segundo pensamento, que é a internet como falsa esfera pública. As pessoas entram nos blogs e conversam porque querem, e só lê um blog que pode ajudar uma consciência a se emancipar quem já tem, ao menos em parte, a “consciência emancipada”. Quer dizer, não atinge a mentalidade hegemônica, não interfere no senso comum dominante. É como uma sala de estar num condomínio com a porta aberta pra os outros moradores daquele condomínio. O que poderia ter um papel pedagógico, o ato público, fica pra os outros, fica para depois, é deixado pra lá. Vai quem é obrigado a ir, quem vai a trabalho: a militância profissionalizada das ongs. Talvez se possa pensar então que os cidadãos de “consciência crítica” estão terceirizando a participação política: na nossa época, o protesto é terceirizado, feito pelo terceiro setor.

    Que ainda espera ser recebido com um tapete vermelho. Ou seja, não tem a mínima clareza de seu papel social educativo, do papel pedagógico da militância. Ou, ainda que tenha clareza, não tem um compromisso intrínseco e cívico, mas apenas um compromisso de trabalho – uma formalidade.

    Talvez isso explique ao menos em parte o fato de que se questionem tão pouco e tenham tantas fórmulas prontas, e sejam tão portadores da verdade.

    Uns dias depois, vi um protesto organizado pelos estudantes da UnB, em que foram à faculdade nus, ou com roupas curtas, ou sensuais. “Bom”, pensei, “pelo menos não estou tão sozinha”.

    Talitha Lessa é professora de geografia e atuou por três anos na rede municipal de São Paulo. Atualmente desenvolve pesquisa de mestrado sobre burocracia e a autonomia escolar na teoria e na política educacional, na Faculdade de Educação da USP.

    53 Metendo a boca:

    Nina disse...

    Fausto... puxa... vc escreve muito, e escreveu muito sobre o assunto, mas... puxa!
    Bom, indico um excelente texto sobre: http://decostasprumar.blogspot.com/2009/11/o-fascismo-e-bunda-agora-que-poeira.html

    Alguém precisa virar o disco.

    Anônimo disse...

    Nao gostei do que disse essa moça, desde que li a respeito do que ela disse, fiquei com a impressao de que ela nao sabia o que fazer ali, uma peixe fora dagua ..... Acho que nao deve se fazer manisfestaçao na casa do vizinho se o problema e na casa ao lado, entao o que eu digo e isso. Essa moça se perdeu no proprio discursso, muito doido isso, .... Nem consigo ler a materia, parece que estou diante de pessoas incapazes de fazer o que tem que se feito. E algo meio assim, vou a escola, mas nao quero estudar..... Incrivel como esse tipo de gente entra numa passeata, deveria ter mesmo fica em casa. O mais absurdo e achar que a manifestaçao devesse ser feita em outro lugar, ah gente se quiserem reclamar dos salarios, vao por favor em praças publicas, a brasilia nem pensar, porque do governo nao vai votar um aumento maior. Quanta hipocrisia!!!!!!!!!!!!!

    T. disse...

    Não sei bem quem é a pessoa acima, mas é um claro indício de que o texto está grande, né. Porque de fato, ele não leu.
    Talitha.

    infernum_samambaiis disse...

    Não só não leu como não tem a capacidade de compreender, como não tem a capacidade de ESCREVER. Acho antes de tudo que o humor, a sátira, sempre tem mais efeito do que a postura austera das manifestações com discurso decorado.

    Parabéns à professora e a você por dar oportunidade a ela.

    Anônimo disse...

    Para o samabaiiis das 00.12 minutos,quero perguntar a voce quem es tú para dizer que eu nao tenho capacidade para escrever, ja viu seu texto, num pequeno texto voce consegue separar o sujeito do verbo e ainda acha que sabe, eu se fosse voce voltava para o mobral!!!!!Antes de falar dos outros olhe bem para a sua cauda suja. Ate .....analfabeto

    Eli disse...

    Olha Fausto agora estou acompanhando o seu blog. Gosto dele, mas so estou vendo discussao. Que tal falarmos em algo mais útil, como a visita do muçulmano presidente do Irã, Ahmadinejad.Falar sobre o preconceito dele com os homossexuais, prostitutas, mulheres e os fuzilamentos e enforcamentos que acontecem em praça publica, la, no Irã.Que tal cobrarmos da sociedade brasileira um discurso e uma postura mais severa em relaçao ao preconceito e falta de tolerancia com os diferentes.
    E com relaçao ao assunto acima, briga de galos pequenos, cada um ofendendo mais que o outro. Basta nè? mas tambem não gostei da materia dessa vez. Abraços.

    Anônimo disse...

    Proponho voce a criar um canal para falar a respeito de politica, poer judiciario. E disso que estamos precisando. Fausto gostaria tambem de saber ate quando o diploma de jornalista nao sera mais necessario e se voce acha que isso pode mudar. Quero fazer jornalismo, mas com a nao exigencia do diploma , posso fazer outro curso e depois trabalhar como jornalista, voce nao acha ? O que voce acha da atitude do Gilmar Mendes, e se de repente, nao fosse preciso mais diploma para ministro e advogados. Sera que ele, o Gilmar, iria gostar de estar concorrendo em igualdade com quem nao estudou na sua area.É, como diz o ditado, a pimenta so arde nos olhos alheios!

    joilson disse...

    a geisy vai dar resposta quando fizer um filme bem goshtoso. e eu vou ver, apesar de ela ser uma bazuca.
    mas o engraçado desse negócio é que o pessoal 'cabeça' (cabeção) fica pregando feminismo e talz, enquanto ela nem sabe do que se está falando. ela só quer ser linda e loira e 'paty', como ela mesma se define.
    vai nessa pessoal. força aê. façam a fama da guria com algo totalmente irrelevante e que tirando a própria notícia sobre a divulgação exagerada nao tem importancia social e reflexao nenhuma, simplesmente porque nem a principal envolvida e interessada vê assim. ela só quer um long hair.
    mas vai lá.

    Anônimo disse...

    Joilson, discordo de voce, não tem nada de exagerado nessa polêmica toda, e sim ao contrário do que voce diz, coube aqui sim uma relevante reflexao, tanto é que voce esta aqui dando a sua opinião, em um espaço que esta falando dela. Se ela vai fazer filme gostoso, ou para playboy, sorte dela ne, ja que fizeram a fama dela. E o fato de nem ela estar se importando, discordo, ela se importou sim e vai levar isso para o resto da vida, mas a questao e que ela esta tentando tirar o melhor disso, e por isso que muitas pessoas sobrevivem com os problemas advindo dessa vida e outros nao,.Tem que ter força interior e fazer do limao uma limonada, que bom que ela consegue,eu no lugar dela, estaria ate hoje em baixo de um cobertor e nao sairia mais. Parabens para ela,estou aprendendo com a postura dela. Ah Como eu gostaria de ser assim quando estava na idade dela. E realmente ela se sente patricinha, mas sabe que nao é, mas todo mundo tem o direito de se achar bonito nao e mesmo. Parabens novamente a Geyse e que nunca outra vez isso volte a acontecer em nenhum lugar do mundo. E aqui nao se prega o feminismo nao, e sim o direito de ir e vir e a liberdade de expressao, art. 5 da constituição.

    Fausto Salvadori disse...

    Troféu Ejaculador Precoce para o Anônimo que comentou o texto sem terminar de ler.

    Caro Anônimo, não "proponha" um canal para discutir política e poder judiciário. Crie o seu próprio canal ou se junte a algum que já exista e que tenha a ver com o que você pensa.

    Gente, agradeço as sugestões, mas só vou comentar sobre algum assunto quando achar que tenha algo realmente novo e relevante a dizer. Escrever sobre Ahmadinejad ou Gilmar Mendes só para papagaiar o que outros sites e jornais estão dizendo me dá sono.

    Silvio disse...

    Perfeito o que a Talitha falou.

    Fiquei pensando agora se você era a "puta" dançando sobre a pickup em frente ao bloco errado. Gostosa ela estava, mas ficou a dúvida se era "menina ou menino" e nem provocou qualquer desconforto em quem a assistia, muito pelo contrário, pois há quem goste de "meninos e/ou meninas".

    Sobre as feministas desprovidas de cores e maquiagem deve se dizer que elas são assim como os machistas que combatem, seu oposto.
    O equilibrio de idéias fascistas.

    Militância profissionalizada! Perfeito, ongs e entidades diversam vieram, aproveitaram para aparecer na mídia e se foram. Conclusão: nenhuma.

    O pessoal da UnB fez outra manifestação vazia e fascista. Desfilaram pelados sua indignação de guerrilha estudantil que nem existe mais. "Filma nóis e põe no Youtube que a gente aparece!" Patético.

    Pelo menos a garota ganhou um aplique no cabelo e está descolando um cachêzinho para aparecer em programas sensacionalistas. Colhendo a fama de quem acha que mostrar a bunda na tv é um caminho válido para o sucesso.

    Aliás, mostrar a bunda na tv não é o problema, afinal as mulheres são livres para "usar" seu corpo da forma que bem entenderem e isso é um direito inquestionável e os homens não podem ser chamados de machistas por gostar disso. O problema é dicordar de quem acha que tem hora e lugar certo para mostrar a bunda.

    Fico pensando se a turba continuasse gritando "gostosa, gostosa, mostra a bunda, mostra a bunda!" haveria tamanha comoção?!

    Afinal, seriam elogios e isso é bem aceito. Ou não?!








    Todos tem direito a uma opinião.

    Anônimo disse...

    Interessante o texto, mas muito longo e filosofico.Precisamos de mais objetividade.

    Anônimo disse...

    A gente so consegue ler o texto quando ele e interessante, um texto como esse so da mesmo sono. tentei varias vezes, mas muito chato , dessa vez nao gostei, ou sou obrigado a gostar e ficar calado? Onde estamos num autoritarismo ou uma democracia?Quantas vezes voce compra um livro e para na metade porque a estoria nao e interessante. !

    Anônimo disse...

    Eh Silvio te conheço de longe, nao e voce que estava lá, como diz voce mesmo. ? Nao e voce que disse que a garota ficou provocando os moleques, voce so gostou mesmo desse texto sem sal e coloral, porque vc deve fazer parte do mesmo grupo da thalita... EStou com a impressao de que esse texto, voce e a unb sao mesmo uma sequencia do que aconteceu com a Geyse. Dizer que esse texto é bom e realmente uma barbaridade. Simplesmente um texto que expõe uma opiniao, NADA ALEM!

    Silvio disse...

    Exatamente, sr(a) anônimo.

    E me tornando repetitivo já que tem gente que não sabe ENTENDER o que lê: Todos tem direito a uma opinião.

    Aliás, TODOS somos uma sequência do que aconteceu e como tudo foi relevante.

    E é verdade que "eu estava lá" e vc, pelo contrário, repetiu apenas o que ouviu dizer. Uma opinião pequena, parcial e falha. Fez parte de uma outra turba inconseguente.

    Não queira criticar um texto ou qualquer coisa que seja quando não tem conhecimento de fato.

    Novamente, patético.

    T. disse...

    É desconfortável colocar o nome onde todo o mundo quase é anônimo.
    O que me consola é o que, como eu ia dizendo, isso aqui não é esfera pública. É uma sala de estar cheia de gente que se detesta, e alguns têm a sensatez de usar máscara.

    Carla Baronne disse...

    Abraço total teu questionamento a respeito do fato da expulsão ter sido proposital... não havia pensando nisso!

    Carla Baronne disse...

    Thalita, adorei seu texto no geral e seu ponto de vista...

    Acredito que as feministas do protesto criaram uma "linha", organizaram uma linha e não queriam permitir pessoas que fossem la protestar tbem.... O protesto era delas... afinal o carro de som era delas!

    Acho isso zuado! Deveria ser um protesto livre! Homens de saia, travestis (ué a Geyse não era Travesti!!!), ia ser muito legal...

    Mas enfim, o protesto tinha uma linha né... mulher estudante e não puta de mini saia... nada de traveco ou puta.

    Carla Baronne disse...

    JOILSON amigo o que a Geyse pensa ou deixa de pensar, faça ou deixe de fazer, é problema dela!

    O que importa é o que ela representou!

    ODEIO TER QUE DIZER (ESCREVER) ESSAS COISAS BASICAS! GENTE COMO VOCÊ ADORA FALAR MAL DOS OUTROS PELO SIMPLES FATO DE FOFOCAR SEM AO MENOS CRIAR UMA OPNIAO PRÓPRIA DO ASSSUNTO! GENTE COMO VOCÊ ME CANSA... DIFICIL DE ENTENDER NÉ CRIATURA!

    Filme porno, e daí? é trabalho... pra que esse julgamento escroto, como se as garotas dos filmes fossem umas podres, transgressoras dos bons costumes... na boa, me cansa.

    Carla Baronne disse...

    Fauto... mas eu queria muito um texto seu sobre Ahmadinejad... :(

    Fausto Salvadori disse...

    Carla, não vou me juntar à fileira dos linchadores do Ahmadinejad neste momento, porque acho que é um ódio dirigido, na linha "dois pesos, duas medidas", além de exploração política. O problema não é Ahmadinejad ser um ditador filhodaputa (o que ele é, de fato), mas o fato de ele ser o ditador filhodaputa que incomoda os EUA.

    O governo chinês coleciona mais violações aos direitos humanos do que o Irã, mas não vi todos esses protestos quando Lula visitou a China. E Shimon Peres? Há pouco tempo a ONU denunciou o governo israelense pelo massacre de mais de 900 civis palestinos em Gaza. Nem por isso reclamaram quando Lula recebeu o representante de um Estado que, afinal, é um tremendo campeão no quesito violação dos direitos humanos.

    Anônimo disse...

    Olha fausto quando sugeri um texto, nao foi querendo tomar conta do boteco nao, simplesmente acho que vc e grande formador de opiniao e tem conseguido seus levantes com suas materias. Para mim um texto sobre o Ahmadinejad, somente reforçaria tudo o que voce escreve e defende. Somente sites como o seu dao as pessoas o direito delas refletirem ate mesmo quando não concordam com algo, alem do mais procurei na internet sobre qualquer assunto parecido e nao achei , entao nao e bem assim, nao estou vendo quase ninguem comentar a respeito da visita desse senhor.Nos precisamos botar a boca no mundo e nem que para isso tenhamos de vir aqui para tomar uma aguazinha.... AHHHH. Abraços

    Anônimo disse...

    Sr. Silvio eu nao precisaria estar lá, para fazer o julgamento,ate porque nao sou juíza. E se fosse assim ninguem seria julgado pelos juízes, porque eles nunca veem mesmo o que acontece, não é mesmo? So fico impressionada e me perguntando a seu respeito a todo tempo, voce faz questao de vir aqui e falar mal da moça, você não se cansa não? Aí quando você tem a oportunidade de critica- la você tenta fazer bem, mas seus argumentos e consideraçoes são tão falhos que não convencem. A questão e que eu ouvi e vi a sua vitíma varias vezes, não vi a sua cara como não vi a de seus amigos, mas sei por tudo o que você já disse que voce fez parte daquele grupo que barbarizou a moça, e isso fica bem evidente toda vez que voce dá as caras aqui, como eu te disse te conheço!E agora você e cia querem falar mal das feministas!Quer saber ainda bem que existem elas, porque o que seria de algumas boas mulheres se não fossem seus esforços, porque com a mulherada mesmo, outra mulher não pode contar, aí vem uns enrustidos misogenos, cheios de odio e querendo aniquilar a moça,e e querem a qualquer custo fazer valer a sua lei, mas informo que isso nao será possível, porque voces ainda são a menoria , vocês apesar de serem a parte estragada da historia a parte ruim, serao sempre combatidos, aqui senhor não há lugar para dois ahmadinejads.

    Anônimo disse...

    Gente não consigo entender quando dizem que as feministas queriam um protesto só delas, nem consigo acreditar no que li, se elas estavam anunciando em todo o lugar e até mesmo no Superpop. Quanta bobagem. Bom para fazer um protesto não precisa ir vestida de puta, simplesmente vá vestida de você mesma, como voce é cada dia, só vá vestida de puta, se você for mesmo puta.... Então vamos lutar pelo que acreditamos, mas nâo avacalhar, vamos lutar com educaçao e respeito, não precisamos extrapolar os limites, não precisamos provocar ninguem e só ser nos mesmos.Entenderam a diferença entre luta e bagunça. Parabéns as mulheres que respeitam as mulheres, parabens as feministas.

    Silvio disse...

    Sra. anônima, é fato que quem não sabe ler não sabe escrever.

    Nunca falei mal da garota, defendo o direito dela usar a roupa que quiser, quando quiser. Seja ela um simples jeans com camiseta quanto um vestido de puta. Aliás não tenho nada contra as putas, muito pelo contrário, elas são a prova que o feminismo nada mais é que a feiura da alma (das mulheres).

    Nós homens adoramos as mulheres e quanto mais livres melhor. Adoramos vê-las dançando na "boquinha da garafa", seminuas em programas de tv, peladas à qualquer oportunidade de sucesso barato, afinal foi para isso que sutiãs foram queimados em praça publica não é mesmo?!

    Mulheres tem mais é que mostrar sua "feminilidade" a qualquer preço e oportunidade.

    Acho também que qualquer forma de radicalismo algo estúpido, seja hostilizando uma garota pela roupa de puta que ela usava ou a crítica generalizada a quem nem estava presente, só por fazer parte de um grupo maior, pelo radicalismo de alguns.

    É o mesmo que dizer que todos os iranianos, palestinos, árabes são loucos terroristas, que todos os alemães são nazistas, que todos os americanos são usurpadores.

    Porque isso, não é verdade!

    Crucificaram 60.000 alunos pelo erro de alguns e isso não está certo.

    Pare de gritar esse fanático e (novamente) patético discurso feminista radical e ouça o que você mesma diz.

    ...e aprenda a ler.

    Fausto Salvadori disse...

    É a primeira vez que me acusam de ser um "formador de opinião".

    Anônimo disse...

    Senhor Silvio, eu nunca vi falar que existia vestido de puta, aqui com você foi a primeira vez e espero que seja a última, E ainda diz que não existe preconceito, "vestido de puta" por que? ele foi feito para puta, ou ele é feito para mulher e para mais quem quiser usar. Senhor estamos falando de vestidos simplesmente e não de vestido de puta, cada vez que vc tenta se explicar você comete mais erros.
    Não estamos falando em feminilidade e nem em sexualidade, estamos falando simplesmente em LIBERDADE DE EXPRESSAO, NAO IMPORTA A MANEIRA, NOS QUEREMOS APENAS SERMOS LIVRES. NAO TEMOS NENHUM INTERESSE EM SERMOS OBJETOS DE DESEJO DE NENHUM HOMEM, MAS SIMPLESMENTE NOS OLHARMOS NO ESPELHOS E PERCEBERMOS QUE GOSTAMOS DE NOS MESMAS. Apenas isso, então pare você com esse ódio a pessoa da mulher que e tudo que voce mostra que tem quando escreve. Na primeira oportunidade, voce cutuca a Geyse e na segunda as feministas, e ainda vem pedir para que eu pare com meu discurso. Senhor isso eu nao farei, não irei me calar, nâo serei conivente com aqueles cometem crimes como esse . E isso mesmo, vocês querem que nós mulheres nos calemos. Senhor Silvio isso nao será possível, não no nível intectual e emocional que já atingimos.Do jeito que vão as coisas, a mulher será cada vez mais ascendente e alguns dos misógenos que somente sabem ficar em porta de bar, assistindo jogos e bebendo ficarão cada vez mais para o passado. Enquanto as mulheres estão nas faculdades estudando com ou sem roupas curtas!Nao percebeu ainda que na faculdade a maioria e mulher?Temos a força !E tambem gostaria de informar que nao sou feminista, sou simplesmente uma mulher que luta e sempre lutará pela liberdade de expressao de qualquer oprimido, seja ele negro, branco, homossexual ou mulher. Tanto faz, e saiba que o maior trunfo que pode ter uma mulher e o conhecimento e isso ja estamos adquirindo muito bem. Senhor silvio INFORMATION IS POWER !!!! (INFORMAÇÃO É PODER)

    Silvio disse...

    Ai meu Bom Jesus, dai-me forças.

    Procura no google: DASPU KKK

    Quem sabe a sra., tão libertária, se identifica.

    Sugetão e já disse antes, Schopenhauer explica isso tudo.

    Sra. anônima, desliga esse computador e vá ler um livro ou lavar um tanque de roupa. KKK

    Só mais uma coisa, "INFORMATION IS POWER"??? Ficou ótima essa frase.

    É a globalização. KKKKKKKKKKK

    Priscila m s disse...

    Talitha!

    Seminário Paradigma Amoroso para agora!!

    Esse pessoal tá muito mal amado!

    Tanta raiva assim entre pessoas que sequer se conhecem só pode ser energia mal canalizada - que é a mesma coisa que ser mal amado.

    Na falta de prática, quem sabe a teoria resolve?

    Parabéns pelo seu texto, e pela dignidade de mostrar sua cara.
    Vc tem toda a razão no que diz.

    Anônimo disse...

    Sr Silvio, nao entendi porque me mandou lavar roupa ,alem de misogeno tambem e machista, porque nao vai voce mesmo lavar roupa? Amigo, a Daspu nao faz roupas para putas e sim faz roupas que normalmente as putas usam e dai, roupa e feita pra mulher e puta e apenas uma condiçao social e nao fisica! Espero que dessa vez entenda como voce erra em seus pobres vernaculos.

    Dianne disse...

    Nao gostei do texto, prolixo demais....

    Dianne disse...

    Nao gostei do texto, prolixo demais....

    Silvio disse...

    Ai, ai, ai...

    Puta "é" ou "pode ser" uma condição social?

    Sou misógeno só porque eu não concordo com sua opinião? Patético!

    Você me chama de machista ao mesmo tempo que se diz feminista? Se uma feminista luta por direitos o machista pouco se esforça para poder assistir ao futebol e tomar umas cervejinhas com os amigos e principalmente com as amigas, e são muitas, que adoram se mostrar em roupas de puta dançando na "boquinha da garrafa".KKK

    O que parece incomodar as radicais feministas não são as vagabas seminuas dançando o tchã e sim os machistas misógenos bebedores de cerveja que as aplaudem.

    As feministas lutam para liberarem as mulheres que "usam" essa liberdade para entreter homens que as odeiam?

    Muito estranho isso...

    Seu caso sra. anônima é de falta de um machista desses bem misógenos que a senhora tanto odeia. (Qual a palavra para mulheres mal amadas que odeiam homens?)

    Vamos fazer o seguinte sra. anônima, fale com essa mão aqui... KKK

    Anônimo disse...

    Sr. Silvio , essa discussão ja me cansou porque tudo o que voce diz não tem fundamento, há muitos argumentos,mas não para o que voce diz, porque voce não sabe argumentar com coerência, tenho a impressão que estou contactando com uma pessoa imatura e sem discernimento do que diz. Tudo o que direi agora e somente uma coisa, reveja seus conceitos, eles estao a anos luzes distante da realidade atual.

    Anônimo disse...

    E tem ainda mais uma coisa senhor, eu odeio misogeno e machista, mas homem de fato eu adooooro! Amo os homens que sabem respeitar a mullher, amos os homens que sabem que homens e mulheres sao iguais em suas diferencas, amos os homens de fato e nao de direito! mas ao miogenos e machista todo o meu desprezo!

    Fausto Salvadori disse...

    Gente, já deu, né?

    Eulália disse...

    HAHAHAHAHAHAHA!
    Não queria discutir nada, não, que infelizmente não achei ninguém que ao questionar algo pareça ter entendido, e acho que escrever a mesma coisa de novo é bobagem. Mas eu tenho dificuldade em ser clara mesmo, e tendência a ser prolixa, bem observado. Só queria esclarecer uma coisinha: eu sou feminista raivosa, não estou questionando a necessidade do feminismo, mas o seu conteúdo.

    E Fausto, esteja convidado pra o nosso seminário, a ser organizado em breve, sobre os paradigmas amorosos na contemporaneidade. Porque o que falam sobre as mulheres ("isso é falta de homem etc."), na minha opinião é mesmo verdade mas não só no tocante às mulheres heterosexuais. Acho que falta amor e sexo decente pra todo o mundo.
    Abraço, e, mais uma vez, obrigada.

    Eulália disse...

    Ah, a pessoa de cima sou eu. Talitha.

    Gustavo Gutemberg disse...

    Talitha, não sou versado na língua de Camões (de antemão, desculpe-me pelos erros de português destas 'mal traçadas linhas), mas seu texto é admirável pela construção: linear e nem tanto nas doses certas, fluente, que captura a atenção mesmo de quem - como eu - apenas tomou conhecimento do assunto em pauta por algumas notícias.
    O mais admirável no seu texto é apontar, com precisão, a essência da polêmica envolvendo a Geisy e aquela escola, a UNIBAN:o quanto este país ainda está distante da tão propalada (pela mídia tradicionial) 'emancipação da mulher'. Tristes trópicos.
    Mas é uma alegria ver que nas melhores academias, como a USP, estão cérebros realmente pensantes como o seu. Parabéns, mais uma vez. Pelo menos em mim (e mais nas amigas e amigos para quem enviei o texto), ele deu uma (forte)'chacoalhada'. rsrs.
    P.S. um amigo me indicou este blog do Salvatori. Já está entre os meus preferidos.

    Anônimo disse...

    Não gostei do texto e não gostei também da postura da Autora do texto. O estranho é que se ela queria ou achava que algo ali estava errado, porque não informou sua companheiras feministas, mas não, fez questão de expor na internet. O que ela deveria ter feito, era conversado com as colegas a respeito da insatisfaçao dela e falar o que pensava, quem sabe iria ajudar em alguma coisa, mas o jeito mais fácil e repugnante que ela -a autora encontrou - foi vir aqui e reclamar do que aconteceu, tentar rebaixar o movimento, acho que você, Thalita ,deveria ter feito diferente, não usar desse artifício, ficou feio para você, da proxima vez seja mais companheira e fale a quem precisa ouvir.!!!

    Fausto Salvadori disse...

    Anônimo, a Thalita expôs sua opinião no blog a meu pedido.

    T. disse...

    Poxa, Gustavo, que bacana receber um leogio assim. Obrigada.
    E sobre o anônimo seguinte, eu acho que não ficou claro: eu tentei conversar lá com várias pessoas, e não houve acordo. Companheiro da gente é quem sabe ouvir a gente, eu estou procurando os meus onde quer que estejam. Não estavam lá.

    Anônimo disse...

    Thalita com relação ao que você disse, de ter falado com elas, eu até acredito que tenha feito, mas alí, talvez não fosse o momento. Penso que sua abordagem é muito questionativa e merece reflexão , até mesmo pelas feministas, já que que se incomodaram de vir você ir representado uma puta, e se você fosse uma puta, qual seria o problema nâo e mesmo? Mas ainda digo que elas tentaram fazer o melhor, e talvez não tenham refletido de qual a melhor maneira de se fazer uma crítica construtiva através de um protesto politicamente correto? Nós sabemos que o maior problema da mulher não são os homens, mas sim a própria mulher, é ela que cria preconceito contra as próprias mulheres e até mesmo você naquele momento que você trajada, tentando representar um puta,sabias que a figura da puta e mesmo ofensiva para muitas mulheres e para alguns homens. Você là no âmago da sua alma, também tinha seu preconceito, como todas nós temos, até eu mesma, Mas acho que as putas devem ser respeitadas como pessoas, mas ninguém gosta de saber que elas possam estar tomando os maridos de outras, e que elas sejam muitas vezes o motivo de separação de um casal. Toda mulher tem medo de outra que se expõe demais ou que seja mais bonita, porque se tornam nossas concorrentes, porque sabemos que o homem ama sexo e que elas estão a todo tempo oferecendo isso. A pergunta é, como aceitarmos o fato de elas estarem se exibindo para nosso maridos, sem odiá-las por isso, como saber separarmos que elas estão a serviço e muitas delas, não tem outra opção e não sabem ou nao aprenderam fazer nada diferente.Isso tudo nos leva a uma reflexão sem resposta. O que devemos fazer quando um homem casado, saí com uma prostituta? Quem é o culpado, ele que é compromissado e deveria saber respeitar suas parceiras, ou elas, que não estão se importando em estragar a felicidade de uma lar. Talvez você, com sua boa reflexão possa falar a respeito disso. Abraços

    Anônimo disse...

    Gostei muito da reflexão da Talitha.
    É bom ver que tem gente pensando verdadeiramente e não repetindo clichês e discurso vazio sem potencial transformador.

    Parabéns pela inteligência, clareza e pela coragem!

    Realmente deve incomodar muito as feministas profissionais alguém chegar e dizer que só estão ali a trabalho.

    Regina Munhoz

    Anônimo disse...

    Senhora Regina bem se vê que a senhora nada sabe a respeito do que diz, fala bobagem demais! Não sei o que voce entende como feministas profissionais, mas bem se entende que voce não entende nada de nada! Se n sabe o que dizer não diga. Parece uma OFELIA falando.

    Anônimo disse...

    Nossa dona regina que potecial transformador você tem com seu discurso! Cuidado para não mudar o seu mundo tá bom?

    Anônimo disse...

    Anônimas,

    Qual o problema em me ver adjetivar alguém que tem potencial transformador em seus atos? Incomoda tanto assim? Nossa...

    Eu não tenho problema em mudar o meu mundo não. Eu não estou fazendo discurso, querida. É só elogio mesmo, entendeu?

    Regina Munhoz

    Eduardo Adauto disse...

    Eu também estava de saco cheio dessa discussão, mas quando li o texto da Thalita fiquei impressionado com tamanha clareza. Finalmente alguém traz uma visão diferente desse caso que já nos cansou, mas que é extremamente importante na formação ética da nossa sociedade atual. A discussão que a Thalita propõe é de fundo, não é profissional, como ela própria diz. Esse tipo de discussão incomoda muito mais e principalmente aos "militantes", mais que aos reacionários. Por que? Porque enfrenta o problema na questão comportamental e não apenas nos direitos civis(o que obviamente ninguém discute).Compreendo perfeitamente o que a Thalita fala. Eu me junto ao que ela diz e aplaudo o seu grito de liberdade de manifestação, revolucionário no sentido mais exato do que isso significa. Resumindo, faço minhas as palavras dos Titãs
    "A gente não quer só comida
    A gente quer comida
    Diversão e arte
    A gente não quer só comida
    A gente quer saída
    Para qualquer parte..."
    Prabéns Thalita e abraços Fausto.
    Eduardo Adauto.

    Anônimo disse...

    eduardo adalto voce é machista e misogeno,por isso gostou do que disse a Thalita, para mim sua critica é mediocre, nao venha questionar quem vem e luta enquanto alguns idiotas como voce ficam de camarote para criticar. Em vez de criticar da proxima vez , toma uma posiçao de homem de verdade e va a luta, facil e criticar dificil e fazer!

    Eulália disse...

    Anônimo, não entendi onde que o Eduardo Adauto transpareceu machismo e misoginia, muito menos eu. Talvez você o conheça e saiba mais que eu. Mas quem me parece estar de camarote aqui não é nem ele, nem eu. Aliás, na discussão de maneira geral, todos os comentários negativos foram assim, pedras que não sabemos de onde vêm. Talvez porque as pessoas físicas, as companheiras a que alguém se referiu, não tenham realmente nenhuma abertura pra interlocução com quem pensa diferente, né...
    Eu agradeço o Eduardo, mesmo sem saber o que ele fez de tão grave pra receber essas acusações terríveis. Grata pelo elogio e pela compreensão.

    Anônimo disse...

    Thalita, você n gosta de críticas nâo é mesmo? mas sabe criticar ew sabe fazer bem . Você n foi companheira quando deveria ter sido, n sabe lutar pelo que se propôe a lutar, mas sabe questionar, reclamar , indagar, . Qualquer um, que estiver contra o movimento das feministas, que você classifica como profissionais, sâo pessoas que n sabem fazer mais nada, além de ficarem de camarote como você também ficou, entrou num movimento sem saber nem por que, e quando se trajou de puta e foi criticada n gostou, daí nasceu sua teoria crítica. Porque? Porque a Geyse n era puta e voce se trajou de uma. Afinal o que você foi fazer ali, n tinha nenhum preparo e depois de tudo vem com uma traidora do movimento questionar a legitimidade do movimento, como se voce tivesse feito o melhor! Voce foi ali pra provocar e n para defender uma causa que acreditasse, se estamos num barco e somos companheiros temos que remar como os outros, ainda que n saibamos qual o melhor caminho a seguir, mas o que voce fez me lembra muito a Judas, uma pessoa amiga no seu lugar teria feito diferente, n sei porque mas n acredito que voce possa ser amiga de alguém, acho que com tudo isso voce pode fazer uma boa reflexão. Você acha que age de maneira correta fazendo o que fez e pelo que vi você n se deu conta ainda do erro que cometeu e deve cometer todos os dias . As pedras vem de alguem que detesta a traiçao, a infidelidade , de alguem que percebe que os valores estão todos invertidos , onde a pessoa esta errada, agindo errada e acha por a mais b que fez o melhor. O que será isso , o que pode faze uma pessoa nao reconhecer quando esta errada. A questâo nao e voce ter questionado a maneira de agir das feministas (profissionais ) como diz voce. A questão e voce ter colocado em cheque a legitimidade do movimento. Idéas sao sempre bem vindas, mas não criticas, quando nao se tem condiçao de faze o melhor. nao existe coisa mais facil de criticar , mas o díficil é levantar e fazer, e quando alguém faz embora nem concordamos tem que tentar melhorar , mas nao colocar em xeque o que foi feito. Você foi infiel com o movimento. E para sua informaçao, nem sou do movimento, mas sou alguem que preza a fidelidade acima de tudo, ainda que nem todos sejam aquilo que desejamos. Desde sua primeira crítica, vi voce como alguem que na primeira oportunidade nao perde a oportunidade de criticar. O certo e que todos que estavam contra o movimento estavam de uma maneira ou de outra querendo boicotar uma tentativa de luta por algo que se acredita muito em hoje me dia, a defesa da mulher. Que bom que eu nao tenha sido do movimento, n gostaria de ter tido você ao meu lado. Para quem nao sabe ser amigo, a amizade e muito vaga mesmo. Se voce quiser saber mais a respeito do que penso sobre a sua conduta de tentar rebaixar o moviemento eu tenho o imenso prazer de lhe falar mais.O fato de ser anonima não é medo, simplemente n acho que nome faça diferença num lugar que cada uma pode inventar um pseudo nome .Você por exemplo è A Thalita, mas entra de Eulalia, entâo màscaras n querem dizer nada. So resumindo, nao sei quem e voce, nao te conheço, apenas abomino pessoas que agem como voce, da proxima vez seja mais amiga e se tiver que criticar uma amiga saiba como fazer de modo que nao tente humilhar e sim elevar. Como voce pode perceber nao ha na da contra a sua pessoa , mas sim contra a sua conduta, eu sei que voce nao tem condiçoes de dimensionar o que voce fez, se nao nao teria feito, mas isso que fique como alerta. Companheirismo e amizade nao se vende por nada!

    Anônimo disse...

    Que droga é essa?

    Eduardo Adauto disse...

    Ô companheira Anônima(?!!!?) você misturou as estações, hein? Amizade e linha política não tem nada uma coisa a ver com a outra. Traição é quando a gente fala por trás e não mostra a cara (não é mesmo Anônima?). Aprenda a ser menos arrogante. Você tem muito que aprender para deixar de ser massa de manobra. Vai ver o filme "Terra e liberdade". Vê se aprende alguma coisa.Ofender os outros sem articulação não é política é ignorância.Viva Thalita!
    Beijos misóginos, Eduardo Adauto.