Twitterias

    Sigam-me os bons

    11 de dezembro de 2009

    Amigos do Marião, o show

    — Tem gente que perguntou: mas quem é esse tal de Mário Bortolotto? — falou a Fernanda D'umbra (atriz, diretora, cantora e o que mais ela quiser fazer, porque faz bem) no palco do show Amigos do Marião, na madrugada de hoje, lá no Café Aurora. E respondeu: — O Mário é um cara que vai ficar bom. Aposto meu rabo nisso.

    E o Paulão, do Velhas Virgens:

    — Logo o Mário vai estar bebendo e tropeçando nas pessoas da praça Roosevelt. Vamos precisar tapar os buracos de bala dele para não vazar uísque.

    E mais não me lembro, porque o álcool apagou os registros da minha memória — tive que contribuir com minha parte consumindo bastante cerveja. Foi um show do caralho, como sempre acontece quando essa galera se reúne.

    E não se esqueçam. Quem puder colaborar com grana para ajudar a família do Mário pode depositar aqui:
    Cristiane do Carmo Viana
    Unibanco
    Agência 0935
    Conta poupança 127721-6
    Aí vão as fotos do show, todas feitas pela Bianca Alves.


    Fábio Brum, Paulo "Picanha" de Tharso, Linari,
    Fernanda D'umbra, Ademir Assunção, Gabriel Pinheiro





    Fernanda D'umbra e a Fábrica de Animais







    Ed Blues e Luciana Vitalano



     
    Paulão e a Saco de Ratos



    Marcelo Montenegro


     
    Ademir Assunção




    Picanha e Fábio Pagotto



    Linari e La Carne


    E hoje tem mais:

    9 Metendo a boca:

    Rodrigo Ramos disse...

    Fico feliz que ele esteja bem!

    E o filho da puta que atirou nele? Alguma notícia? Precisa botar a cara do maldito aqui pra divulgação.

    "Bandido bom é bandido morto!"

    Hmpf..

    Mas que bom que no fim ele está bem.

    Lampião disse...

    Meu, fui lá viu.
    fiquei pouco, meu filho tava lá, e acho meio indecente estas coisas de pai e filho na mesma festa.
    Fiquei pouco, por achar também meio elitista a parada, não é uma crítica não. Faz tempo que não ia ao centro, uns 8 anos, a cena "udigrude" mudou bem.

    Rodrigão, você está errado.
    "Artista bom é artista morto"
    Lamp

    Fausto Salvadori disse...

    Lamp, não entendi o lance do elitismo. Afinal, é o Bixiga, não é a Avanhandava. Desenvolve aí.

    Lampião disse...

    Eita, não fui no Bixiga, fui na pça Rossevelt.
    Já disse não é crítica, é apenas afastamento, tem tempos que não ia por aquelas bandas.
    Desde que fiquei doente.
    Então, tinha gente chic demais lá, o que é legal. Mas eu não estava preparado, só isto.
    É como conhecer o filhinho dum amigo, e depois de 10 anos você reencontrar o garoto, e ele tá um "homão" mas agente fica com a imagem de criança e não acredita naquilo.
    Fui lá na praça achando que iria ver um bando de junkies cabeludos de camisas de flanela, com garrafas de vinho barato na mão, rs.
    Mas o que vi foi um público comportado, querendo mesmo que os caras que atiraram morressem da mesma forma.
    As pessoas tinham caras de inteligentes, óculos de gente inteligente, e as roupas também. Acho que eram mesmo inteligentes.
    Me lembraram a redação da Folha na época do Matinas Suzuki.
    Pode parecer amargor, e até coisa de derrotado. Mas acho que é inveja mesmo, caramba como são lindos os burgueses e os japoneses.
    Bicho, você falou na Avanhandava que saudade da Avanhandava, do Gigetto, ele existe ainda?
    Abraços;
    Lamp

    Fausto Salvadori disse...

    Ah, Lamp, agora eu entendi. Achei que você estivesse falando do Café Aurora, e está aí um lugar que dificilmente eu chamaria de elitista.

    E acho que você tem uma certa razão sobre a Roosevelt. Depois que virou modinha entre uma certa galera de gente ligada à "cultura" (no sentido Dimenstein do termo), passou a atrair aquela "gente bonita" que gosta de "ver e ser vista". O Parlapatões, principalmente, tem esse clima. Mas a Roosevelt tem algumas outras faces também, e menos badaladas.

    Eu moro a uma quadra da Avanhandava, mas acredita que nunca fui ao Gigetto? Não sei como era, mas hoje a Avanhandava é um tipo de ambiente burga demais para o meu gosto.

    Fausto Salvadori disse...

    O meu gosto. E o meu bolso.

    Lampião disse...

    Bem Fausto eu ia no Gigetto, a trabalho, rs.
    Via sempre o Plínio Marcos jantando, me parece que ele não pagava, e acho que isto ajudava a sua decadência, só no final ele se reergueu.
    Mas isto é outro papo.
    Voltando a festa da Roosevelt, meu filho que achou elitista a festa me falou que estavam lá uns caras conhecidos, mas sabe quem apareceu também?????
    A Alessandríssima Negrinni cara!
    Porra bicho a Alessandra em carne e osso.
    E eu imbecil, fui embora meio puto por não ver junkies cabeludos com camisa de flanela.
    A vida não é justa.
    Lamp

    Eduardo Adauto disse...

    Fausto,

    Estou pasmo com a minha ignorância porque eu desconhecia o Mario Bortolotto(paulistas são italianos que falam português e que se acham paulistanos. Brincadeira hein, Salvadori!Não me mate!). Eu fiquei chocado com o incidente, mas como mais uma violência contra qualquer cidadão e não sabia que o sujeito era um artista de destaque, um grande produtor cultural.Quer dizer, a gente vive também um assassinato cultural.E olha que na década de oitenta eu frequentei o Bixiga para me alimentar culturalmente com as inovações que andavam por lá. Digo isso porque vivo aqui no balneário do Rio, em Copacabana vestindo bermudas. Aliás, para mim,o Bixiga é a nossa Berlim dos anos 20/30.Não sou saudosista e acho que o novo deve substituir o mais novo que um dia irá surgir como mais novo ainda. Sinto falta é de oxigênio.Sobra CO2 no ar do tipo "Lula filho do Brasil", Rede Globo e suas redes clones e para quem já teve Rita Lee,tem que se contentar com Pitty(pity em inglês quer dizer coitadinho/a) é dose(sem barato)!Isso sem falar no teatro, que lástima! Só o Bixiga salva!
    Quanto a essa estória de bandido. Bandido bom é bandido preso e artista bom é artista vivo, bem vivo e na nossa história para sempre!
    Abraços, Eduardo Adauto.

    Anônimo disse...

    Eh a coisa tá mesmo impossível, viver de arte no Brasil, só mesmo por amor a ela. E o que dizer quando se precisa de grana, quando se é assaltado ou violentado por alguém que devia estar encarcerado. O que fazer nessas situações, será que dá um bom dinheiro processar o estado por cada assalto que se sofre e por cada violencia urbana a que todos estão expostos a cada momento. Se fosse assim não ia sobrar dinheiro nem para o cafezinho dos ministros do STF.