E o Paulão, do Velhas Virgens:
— Logo o Mário vai estar bebendo e tropeçando nas pessoas da praça Roosevelt. Vamos precisar tapar os buracos de bala dele para não vazar uísque.
E mais não me lembro, porque o álcool apagou os registros da minha memória — tive que contribuir com minha parte consumindo bastante cerveja. Foi um show do caralho, como sempre acontece quando essa galera se reúne.
E não se esqueçam. Quem puder colaborar com grana para ajudar a família do Mário pode depositar aqui:
Cristiane do Carmo Viana
Unibanco
Agência 0935
Conta poupança 127721-6
Fábio Brum, Paulo "Picanha" de Tharso, Linari,
Fernanda D'umbra, Ademir Assunção, Gabriel Pinheiro
Fernanda D'umbra, Ademir Assunção, Gabriel Pinheiro


9 Metendo a boca:
Fico feliz que ele esteja bem!
E o filho da puta que atirou nele? Alguma notícia? Precisa botar a cara do maldito aqui pra divulgação.
"Bandido bom é bandido morto!"
Hmpf..
Mas que bom que no fim ele está bem.
Meu, fui lá viu.
fiquei pouco, meu filho tava lá, e acho meio indecente estas coisas de pai e filho na mesma festa.
Fiquei pouco, por achar também meio elitista a parada, não é uma crítica não. Faz tempo que não ia ao centro, uns 8 anos, a cena "udigrude" mudou bem.
Rodrigão, você está errado.
"Artista bom é artista morto"
Lamp
Lamp, não entendi o lance do elitismo. Afinal, é o Bixiga, não é a Avanhandava. Desenvolve aí.
Eita, não fui no Bixiga, fui na pça Rossevelt.
Já disse não é crítica, é apenas afastamento, tem tempos que não ia por aquelas bandas.
Desde que fiquei doente.
Então, tinha gente chic demais lá, o que é legal. Mas eu não estava preparado, só isto.
É como conhecer o filhinho dum amigo, e depois de 10 anos você reencontrar o garoto, e ele tá um "homão" mas agente fica com a imagem de criança e não acredita naquilo.
Fui lá na praça achando que iria ver um bando de junkies cabeludos de camisas de flanela, com garrafas de vinho barato na mão, rs.
Mas o que vi foi um público comportado, querendo mesmo que os caras que atiraram morressem da mesma forma.
As pessoas tinham caras de inteligentes, óculos de gente inteligente, e as roupas também. Acho que eram mesmo inteligentes.
Me lembraram a redação da Folha na época do Matinas Suzuki.
Pode parecer amargor, e até coisa de derrotado. Mas acho que é inveja mesmo, caramba como são lindos os burgueses e os japoneses.
Bicho, você falou na Avanhandava que saudade da Avanhandava, do Gigetto, ele existe ainda?
Abraços;
Lamp
Ah, Lamp, agora eu entendi. Achei que você estivesse falando do Café Aurora, e está aí um lugar que dificilmente eu chamaria de elitista.
E acho que você tem uma certa razão sobre a Roosevelt. Depois que virou modinha entre uma certa galera de gente ligada à "cultura" (no sentido Dimenstein do termo), passou a atrair aquela "gente bonita" que gosta de "ver e ser vista". O Parlapatões, principalmente, tem esse clima. Mas a Roosevelt tem algumas outras faces também, e menos badaladas.
Eu moro a uma quadra da Avanhandava, mas acredita que nunca fui ao Gigetto? Não sei como era, mas hoje a Avanhandava é um tipo de ambiente burga demais para o meu gosto.
O meu gosto. E o meu bolso.
Bem Fausto eu ia no Gigetto, a trabalho, rs.
Via sempre o Plínio Marcos jantando, me parece que ele não pagava, e acho que isto ajudava a sua decadência, só no final ele se reergueu.
Mas isto é outro papo.
Voltando a festa da Roosevelt, meu filho que achou elitista a festa me falou que estavam lá uns caras conhecidos, mas sabe quem apareceu também?????
A Alessandríssima Negrinni cara!
Porra bicho a Alessandra em carne e osso.
E eu imbecil, fui embora meio puto por não ver junkies cabeludos com camisa de flanela.
A vida não é justa.
Lamp
Fausto,
Estou pasmo com a minha ignorância porque eu desconhecia o Mario Bortolotto(paulistas são italianos que falam português e que se acham paulistanos. Brincadeira hein, Salvadori!Não me mate!). Eu fiquei chocado com o incidente, mas como mais uma violência contra qualquer cidadão e não sabia que o sujeito era um artista de destaque, um grande produtor cultural.Quer dizer, a gente vive também um assassinato cultural.E olha que na década de oitenta eu frequentei o Bixiga para me alimentar culturalmente com as inovações que andavam por lá. Digo isso porque vivo aqui no balneário do Rio, em Copacabana vestindo bermudas. Aliás, para mim,o Bixiga é a nossa Berlim dos anos 20/30.Não sou saudosista e acho que o novo deve substituir o mais novo que um dia irá surgir como mais novo ainda. Sinto falta é de oxigênio.Sobra CO2 no ar do tipo "Lula filho do Brasil", Rede Globo e suas redes clones e para quem já teve Rita Lee,tem que se contentar com Pitty(pity em inglês quer dizer coitadinho/a) é dose(sem barato)!Isso sem falar no teatro, que lástima! Só o Bixiga salva!
Quanto a essa estória de bandido. Bandido bom é bandido preso e artista bom é artista vivo, bem vivo e na nossa história para sempre!
Abraços, Eduardo Adauto.
Eh a coisa tá mesmo impossível, viver de arte no Brasil, só mesmo por amor a ela. E o que dizer quando se precisa de grana, quando se é assaltado ou violentado por alguém que devia estar encarcerado. O que fazer nessas situações, será que dá um bom dinheiro processar o estado por cada assalto que se sofre e por cada violencia urbana a que todos estão expostos a cada momento. Se fosse assim não ia sobrar dinheiro nem para o cafezinho dos ministros do STF.
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